terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Cartilha proteção contra raios

Você já pode baixar de nosso arquivo a cartilha educativa "Proteção contra raios" elaborada pelo INPE, um material fácil e gostoso de ler, muito bem ilustrado e que mostra como as descargas atmosféricas podem ser perigosas, o que fazer para se proteger de acidentes e principalmente o que nunca deve ser feito.

Recomendamos especialmente para os pais e professores, que podem usar a cartilha em atividades lúdicas e educativas e debater o assunto com seus filhos e alunos.

Clique aqui ou na imagem da capa da cartilha para baixar o arquivo no formato PDF, também disponível no site do INPE.

Assuntos relacionados: Verão exige cuidado com os raios.

O paraíso fica no litoral Sul

Praia limpa e sem tumulto em Ilha Comprida (Foto: Vinícius Fonseca)

O ecoturismo oferece opções para os mais variados gostos e preparos físicos no litoral Sul de São Paulo, desde a observação de pássaros ou simples caminhadas por praias paradisíacas e quase desertas, até a prática de surf, e outras atividades como banhos de cachoeira e piscinas naturais, pesca e passeios de barco.

A região que abrange os municípios de Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, Iguape, Ilha Comprida e Cananéia e abriga a Estação Ecológica Juréia-Itatins tem uma vasta extensão de Mata Atlântica preservada, abrigando plantas e animais de rara beleza. Prato cheio para quem quer sossego.

Ilha do Cardoso (Foto do site Trilhas de São Paulo / Divulgação)

COMO CHEGAR NESSE PARAÍSO

Para chegar ao pedacinho mais próximo do paraíso indo da capital paulista, você deve usar as rodovias Anchieta ou Imigrantes e já na baixada acessar a rodovia Padre Manoel da Nóbrega, sempre atentando à sinalização que nem sempre é boa. De São Paulo até Mongaguá são 88 quilômetros, 112 até Itanhaém e 140 até Peruíbe.

Se você for de carro, faça uma boa revisão do veículo, compre protetor solar e repelente de mosquitos e boa viagem e prepare o seu bolso para o pedágio, pois de acordo com publicação datada do último dia 5 no site do Governo do Estado, a tarifa está em R$ 21,20 para carros de passeio.

Já o pedacinho mais distante desse oásis de paz  pode ser acessado pela rodovia Regis Bittencourt. São 200 quilômetros até Iguape, com um pedágio de R$ 3,60 (rodovia federal é bem mais barata) e para ir a Ilha Comprida, a 212 quilômetros da capital, ou a Cananéia, distante 260 quilômetros, você deverá procurar pelos acessos a outras rodovias enquanto estiver na Régis e gastar outros R$ 5,40 em pedágio.


Paz e harmonia com a natureza em Iguape (Foto: Vinícius Fonseca)
PARA IR DE ÔNIBUS

Ainda de acordo com o site oficial, os ônibus regulares para todas essas cidades partem do Terminal Jabaquara e os preços das passagens estão listados abaixo.

  • Mongaguá - ida: R$ 27,90 - volta: R$ 25,80
  • Itanhaém - ida: R$ 31,80 - volta: R$ 29,70
  • Peruíbe - ida: R$ 38,15 - volta: R$ 36,05
  • Iguape - ida: R$ 51,90 - volta: R$ 51,90
  • Ilha Comprida - ida: R$ 53,50 - volta: R$ 53,50
  • Cananéia - ida: R$ 55,60 - volta: R$ 55,60
Informações e imagens: Portal do Governo do Estado / Ambiente SP / Trilhas de São Paulo

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Quem preserva pode ganhar dinheiro

O proprietário de terras rurais que preservar vegetação nativa poderá ganhar dinheiro com a venda e compra de Cotas de Reserva Ambiental Futura, negociados na Bolsa Verde do Rio de Janeiro, sem dúvida um forte estímulo à manutenção de florestas.

A BVRio foi criada há aproximadamente um ano e começou a operar no início de dezembro, com a proposta de conciliar o desenvolvimento social e econômico com a defesa do meio ambiente e favorecer o cumprimento de leis ambientais.

Veja nos quadros abaixo, extraídos do site da BVRio, quais os tipos de negociação que já são possíveis. A Bolsa estuda para breve a comercialização de Créditos de Reciclagem e Logística Reversa de Resíduos Sólidos e outros ativos.

Cotas – são direitos de realizar um impacto ambiental (ex. cotas ou permissões de emissão de gases de efeito estufa). As cotas (ou permissões) são em geral alocadas pelo poder público (agências regulatórias ou outros entes governamentais), de modo a limitar o impacto ambiental de determinadas atividades. O sistema de cotas negociáveis (conhecido como "Cap & Trade System") é em vários casos o meio mais eficaz de se atingir os objetivos públicos de redução de impactos ambientais.Créditos – são certificados que representam um impacto ambiental positivo resultante de uma atividade realizada de modo voluntário (ex.: redução de emissão de gases de efeito estufa, reciclagem, excedente de reserva legal, eficiência energética, energia renovável). Os Créditos podem ser usados para compensar um impacto ambiental negativo, seja de modo voluntário, seja para o cumprimento de leis ambientais. Em alguns casos, podem ter conversibilidade com Cotas de Sistemas de Cap & Trade (por exemplo, no caso de créditos de carbono).


Floresta amazônica ao Norte de Manaus (Foto de NASA LBA-ECO Project)

Verão exige cuidado com os raios

É comum chover nas tardes quentes do verão e os banhistas devem estar atentos, saindo da água e da faixa aberta de praia e procurando um abrigo em lugar fechado antes da chuva começar, pois é muito alto o risco de serem atingidos por raios. Piscinas, e toboáguas também oferecem um risco alto de acidente.

O mesmo vale para os praticantes de esportes radicais que se aventuram por rios, cachoeiras e trilhas em matas e montanhas, que devem pelo menos se proteger dentro de veículos totalmente fechados durante a chuva.

Foto: Shutterstock/Terra


CAMPANHA DA DEFESA CIVIL

A Defesa Civil do Estado de São Paulo faz campanha especialmente na faixa litorânea para que as pessoas se protejam dos raios, muito comuns nesta época, advertindo que todos os anos acontecem centenas de incidentes provocados por descargas elétricas da atmosfera, resultando inclusive em mortes.


O diretor do Núcleo de Gerenciamento de Emergência, tenente Marcelo Kamada, orienta que a pessoa que presenciar um acidente do tipo deve informar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Os Bombeiros possuem treinamento especializado para socorrer as vítimas.
"Nós desenvolvemos campanhas preventivas em todo o litoral paulista este ano e o ano passado também. Nós colocamos faixas orientando a população a não permanecer no mar quando estiver chovendo com trovoadas" - afirma o tenente.

Assuntos relacionados: Cartilha "Proteção contra raios".



CASAL MORREU EM BERTIOGA

Na tarde de ontem um casal de Itupeva, interior do Estado, caminhava de mãos dadas por uma praia de Bertioga, quando uma descarga atmosférica os atingiu. As vítimas foram socorridas ao pronto socorro da cidade, mas faleceram.

O engenheiro de alimentos Thiago Ribeiro da Costa e a enóloga Inês Marques Pestana da Cruz, que se conheceram nos Estados Unidos e casaram em 2009, passavam férias na casa de um amigo.

Pelo menos seis mortes provocadas por raios já foram registradas no país apenas neste ano.

Fontes: Portal do Governo do Estado / Portal Terra

domingo, 6 de janeiro de 2013

Gerador feito com sucata de HD

Com muita criatividade, um bocado de conhecimento teórico, cálculos a perder de vista e disposição para arregaçar as mangas, um grupo de pessoas construiu geradores de eletricidade a partir de lixo eletrônico em comunidades remotas na Amazônia, reutilizando sucata de informática para levar luz para as casas de pessoas. Merecem aplausos!

Eles montaram dínamos caseiros usando poderosos ímãs retirados de HDs de computadores para criar um campo magnético necessário para gerar energia elétrica por indução em bobinas de fio de cobre feitas à mão. 

vista interna de um disco rígido de computador (Google Images)

A MONTAGEM DOS GERADORES

Primeiro eles cortaram uma placa de compensado de madeira no formato de um grande círculo e a fixaram em um dos lados de uma roda de bicicleta (foto) e por toda a volta desse círculo eles colaram, com os polos magnéticos bem alinhados, um bocado de ímãs de discos rígidos de computadores. 

Fizeram uma porção de bobinas de fios condutores de eletricidade bem finos e fixaram em outro círculo, que foi disposto face a face com o primeiro em um suporte onde a placa com as bobinas permanece imóvel e que está na roda de bicicleta, com os ímãs presos, gira paralela, quase a tocando.

Imagem capturada de vídeo da montagem do gerador

Depois foi só providenciar um jeito de colocar a roda para girar e captar a eletricidade nas pontas dos fios das bobinas e isso eles resolveram montando rodas-d'água em plataformas que flutuam em rios, como você pode conferir no vídeo abaixo.

  
vídeo do canal p2rca mostrando a montagem de geradores

Por estarem reaproveitando peças que iriam poluir o ambiente se fossem descartadas, eles chamam o processo de geração de energia limpadora. Com informações dos sites Peetssa e Na Borda / fotógrafo e cinegrafista Peetssa

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Visite a nossa biblioteca virtual

Desde a noite de ontem estamos disponibilizando, na nossa página "biblioteca", diversos cadernos sobre educação ambiental de origem governamental, que podem ser acessados livremente e tratam de assuntos relevantes como gestão ambiental ecoturismo, águas subterrâneas, biocombustíveis, matas ciliares, resíduos sólidos,  mudanças climáticas, etc.

Começamos com dezessete títulos muito bons, que foram publicados pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo e pretendemos atualizar sempre a nossa "estante virtual", para facilitar o seu acesso a informações importantes.

Aceitamos sugestões de obras para serem expostas em nossa biblioteca. 

Envie seu comentário com o endereço para acesso a livros, apostilas, cartilhas, manuais ou outros tipos de materiais que tratem de ecologia, meio ambiente e assuntos afins e que possam ser acessados livremente, sem restrições de senhas ou direitos autorais.

Fonte da imagem: diretório do Google Images

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

São Paulo luta contra as enchentes



O prefeito recém empossado de São Paulo recebe a cidade na época mais crítica do ano, marcada historicamente por enchentes, o que infelizmente ocorre mais pela ação do próprio homem do que por causas naturais.

Ontem Fernando Haddad convocou sua equipe para discutir medidas emergenciais que minimizem as cheias que fatalmente ocorrerão no período de verão, afinal a cidade foi construída sobre uma vasta planície alagadiça, invadindo a zona de transbordamento de vários rios e sempre haverá o risco de inundações. 


Ficou decidido na reunião que a limpeza de bueiros e tubulação de escoamento de águas das chuvas nos 132 pontos críticos da cidade onde os alagamentos são recorrentes deverá ser feita a cada duas semanas. 

Até o ano passado, além do intervalo entre as datas de limpeza ser de dois longos meses, não havia coordenação entre as empresas que fazem limpeza de bueiros e as subprefeituras, responsáveis pela manutenção das galerias, o que prejudicava ainda mais a sua manutenção - a partir de agora a limpeza de bueiros e galerias deverá ser simultânea, favorecendo o escoamento da água. 


MENOS LIXO NAS RUAS E TERRENOS 

Em locais com intensa circulação de pessoas como as ruas 25 de Março e Santa Ifigênia e os bairros Brás e Bom Retiro, deverão ser disponibilizados contêineres para que as empresas ali estabelecidas depositem seu lixo, evitando o acúmulo de sacos nas calçadas, que via de regra acabam sendo arrastados pela enxurrada e entupindo as bocas de lobo. 
"O lixo é muitas vezes depositado nas calçadas e nas ruas, à espera dos catadores. Muitas vezes, com as chuvas, não há tempo suficiente para as empresas coletarem esse lixo ou os catadores recolherem para reciclagem". (Fernando Haddad) 
A fiscalização será intensificada a fim de coibir abusos nessas áreas de comércio popular e em locais de deposição irregular de lixo e entulho conhecidos como pontos viciados. Os ecopontos, locais adequados para as pessoas colocarem lixo reciclável, deverão ter sua capacidade ampliada. 

A parte mais difícil é conscientizar uma minoria de pessoas mal educadas, sem o mínimo de consciência e senso de responsabilidade, que muitas vezes acaba provocando enchentes nas próprias casas e locais de trabalho por jogar lixo em locais inadequados ou mesmo por deixar os sacos na calçada fora dos dias e horários de coleta. 

DEFESA CIVIL E PARCERIA COM O IPT 

A Defesa Civil deverá ser reorganizada em cada uma das 31 subprefeituras e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas deverá firmar um contrato com a prefeitura para o monitoramento diário de 93 áreas de alto risco durante o período de chuvas intensas. O IPT já forneceu o mapeamento detalhado dessas áreas à prefeitura há um ano e meio.

Não é de hoje que São Paulo sofre com as cheias de verão, fato que pode ser comprovado através das fotografias antigas, ainda em preto e branco, que  encontramos no diretório de imagens do Google e publicamos com muita nostalgia e cujos locais fotografados muitos leitores reconhecerão.


Infelizmente não obtivemos a identificação de datas e nem dos autores das imagens. Caso você possua tais informações, queira por gentileza deixar um comentário nesta postagem.

AS MEDIDAS DE PREVENÇÃO DE ENCHENTES
1. Coordenar ações de limpeza de ramais, galerias e bocas de lobo. Diminuir a periodicidade das limpezas de bimestral para quinzenal nos 132 pontos de reincidência de alagamento e nas “sub-bacias” de maior risco.
2. Estabelecer convênio entre a Prefeitura e a Sabesp para o uso de caminhões de “hidrojatos” no período de chuvas para reforçar a estrutura existente nas Subprefeituras.
3. Solicitar às concessionárias a instalação de contêineres em pontos estratégicos nas regiões do Brás, Bom Retiro, Santa Efigênia, 25 de Março e Pari para o despejo de lixo comercial em larga escala.
4. Dotar as Subprefeituras com estrutura de cavaletes, cones e faixas de sinalização, bem como planos de desvio de rota para atuarem emergencialmente em situações de alagamento até a efetiva operação da CET.
5. As concessionárias deverão providenciar caçambas de até 26 metros cúbicos, em número suficiente, nos Ecopontos, para evitar o depósito de resíduos em locais onde há risco dos detritos escorregarem para a via pública ou encostas de córregos.
6. Intensificar o monitoramento dos pontos de descarte de entulho irregular (pontos viciados). Promover, quando necessário, o recolhimento de entulho.
7. Por decreto, atribuir aos agrônomos das Subprefeituras o poder de emitir o laudo de autorização de poda de árvore.
8. Permitir, no período de enchentes, o deslocamento das equipes entre as regiões das subprefeituras para atender situações de emergência e/ou demanda acumulada.
9. Redimensionar e equilibrar a estrutura disponível para a Defesa Civil nas Subprefeituras e criar um corpo permanente de atendimento às emergências.
10. Reunir prontamente os subprefeitos e secretários envolvidos para repasse das novas orientações sobre a Defesa Civil.
11. Fazer o monitoramento e a limpeza manual e/ou mecânica dos córregos de maior incidência de chuva, evitando os pontos de estrangulamento.
12. Estudar a possibilidade de contratar imediatamente o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), por 120 dias, para que geólogos realizem o monitoramento dos locais mais críticos dentro dos setores avaliados como Risco Muito Alto (R4) das 407 áreas de risco mapeadas, reforçando as equipes da Defesa Civil.
13. O Centro de Gerenciamento de Emergências sairá da Secretaria de Infraestrutura Urbana e será subordinada à Defesa Civil, Secretaria de Segurança Urbana.
14. Ampliar o número de núcleos de Defesa Civil (líderes comunitários treinados para o mapeamento e alertas de área de risco).
15. Atualizar decreto que cria o Programa de Defesa Civil e a portaria que regulamenta o referido decreto. Ações preventivas serão institucionalizadas por decreto.
16. Acionar a cláusula contratual das concessionárias do lixo para a elaboração e execução de plano de comunicação para prevenção de enchentes.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Transformando gordurinha em eletricidade



Em tempos de lipoaspiração, drenagem linfática, uso de cremes milagrosos que se propõem a queimar as gordurinhas localizadas, ingestão de cápsulas que teoricamente absorvem a gordura dos alimentos, comidinhas diet, dietas mirabolantes disso ou daquilo e até simpatias que as pessoas fazem para emagrecer...

Surge alguém dizendo para você que o simples uso de um cinto pode te ajudar a perder aquela barriguinha indesejada e ainda carregar o seu celular com energia gerada pela queima das calorias. Haja preguiça de malhar!

O SONHO DE TODO PREGUIÇOSO

Eu proporia que você deixasse de lado o sedentarismo e pedalasse uma dessas bicicletas com gerador de energia acoplado (imagem abaixo) ou corresse em uma esteira do mesmo tipo para recarregar a bateria do seu telefone, uma opção muito saudável e com resultado comprovado para afinar a cintura, mas, a título de curiosidade, vamos ao invento “milagroso”. 

Saiu no site da Exame que durante a Semana de Design Holandesa foi apresentado o brinquedinho aí da foto, um tal “Energy Belt”, criado pela designer Emmy van Roosmalen e que segundo os expositores do “Nano Supermarket” é capaz de converter em eletricidade as gorduras ruins do corpo de quem usa o aparelho.

Eu sou conservador e jamais usaria e nem recomendaria um artefato desses, mas se você é daquelas pessoas preguiçosas que ficam o dia todo no sofá e depois querem emagrecer sem esforço, tá aí uma coisa pra você pesquisar melhor. Pode ser até maluquice, mas vai que dá certo, não é mesmo?


Você fode gerar energia se exercitando (Foto: site Alibaba)

Bicicleta de papelão a 10 dólares

Se bicicleta já é um meio de transporte barato, prático e ecologicamente correto, imagine então se ela pudesse ser feita de materiais reciclados. Sim, isso já é possível, graças à grande sacada do designer israelense Izhar Gafni, que inventou uma bike de papelão capaz de suportar o peso de uma pessoa de até 130 Kg ao custo de apenas US$ 10.

Izhar Gafni e sua bike de papelão (Foto: Baz Ratner - Reuters)

Para construir a bicicleta que entra no mercado neste ano através da I. G. Cardboards Technologie, seu inventor dobrou papelão, colou em camadas sob forte compressão e revestiu com uma resina que o protege da umidade.

A transmissão (corrente, catraca, coroa, pé de vela e pedais) recebe outros materiais reciclados, garantindo resistência e confiabilidade ao veículo. 

Izhar Gafni pedalando pela cidade (Foto: divulgação)

Se você achou fantástica a idéia do israelense, espere para ver o que ainda virá por aí. A maleabilidade e a leveza do material tornam infinitas as possibilidades de aplicação. Ele já criou até barco. 

CADEIRA DE RODAS DE PAPELÃO

Uma organização que presta assistência a pessoas com deficiência e a vítimas de mutilações provocadas pela explosão de minas terrestres “esquecidas” após guerras no continente africano encomendou e o designer fez uma cadeira de rodas leve e prática que também pode ter um custo de produção de apenas 10 dólares.

O valor é um quinto do que a ONG paga atualmente por cada uma das 120.000 cadeiras metálicas que compra da China por ano, gastando nada menos que 6 milhões. 

Pesando menos de 10 Kg, a cadeira de rodas de papelão suporta cerca de 180 Kg e poderá ser produzida em oficinas de reciclagem, empregando mão de obra local.

Imagem do site Israel21c

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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A Hipótese ou Teoria de Gaia

A controversa Teoria de Gaia ou Hipótese de Gaia é uma tese elaborada em 1969 pelo cientista e ambientalista inglês James Ephraim Lovelock, apoiada por estudos da bióloga norte-americana Lynn Margulis. Gaia também é chamada de Hipótese Biogeoquímica.

Lovelock propôs que o planeta Terra é um imenso organismo vivo capaz de gerar, manter e alterar suas condições ambientais, reagindo organicamente a tudo o que nele ocorre. Vivo não no sentido biológico, mas no aspecto da interatividade de tudo o que aqui existe.
“...Chamo Gaia um sistema fisiológico porque parece dotada do objetivo inconsciente de regular o clima e a química em um estado confortável para a vida. Seus objetivos não são pontos fixos, mas ajustáveis a qualquer meio ambiente atual e adaptáveis às formas de vida que mantenha..."
"Temos que pensar em Gaia como o sistema completo de partes animadas e inanimadas... O crescimento vertiginoso dos seres vivos possibilitado pela luz solar fortalece Gaia, mas essa força caótica e selvagem é contida por limitações que moldam a entidade propositada que se auto-regula a favor da vida."
Para os que aceitam essa teoria, a humanidade em suas ações destrutivas pode ser vista como uma enfermidade, uma ferida ou tumor que causa danos à saúde do planeta Terra. 

Gaia (ou Gea, ou Géia, ou Gê), a homenageada pelo autor da teoria, era a deusa que representava a Terra na mitologia grega, a grande Mãe Terra, retratada na pintura de Anselm Feuerbach.

Antes de Lovelock, outros estudiosos apontavam na mesma direção, como o geólogo James Hutton, que no século XVIII opinou que a Terra era sistema auto regulador, o geólogo Thomas Henry Huxley, que apresentou a mesma concepção ainda no século XIX e Vladimir Ivanovitch Vernadsky, com sua teoria de noosfera, ou esfera do pensamento humano.

Existe muita discussão em torno da teoria criada pelo ambientalista Lovelock e mesmo nos dias de hoje, com os avanços da tecnologia e dos conhecimentos, suas idéias são aceitas por inúmeros ambientalistas e defensores da ecologia.